São Paulo, Brazil
(JORNALISMO INDEPENDENTE) Contato: diego_graciano@hotmail.com

28 de junho de 2016

Nos cortamos las piernas


El triste final de Messi en la Selección
Era su "partido del año" con la selección. Fue recibido sin la hostilidad de Brasil 2014 y Chile 2015. Casi como en su Rosario natal, y en el mismo estadio neoyorkino en que deslumbró con tres golazos al Pentacampeón. Idolatrado por locales, barcelonistas del mundo y compatriotas. Pieza clave (no líder) de un rejuntado de estrellas frente a un Chile aplicado y batallador, pero lejos de ser Alemania o el Santos de Pelé.
Esta película ya la vimos
Con tamaños definidores, como Messi, Higuaín, Agüero, etc, Argentina sumó una tercera final consecutiva de 120 minutos jugados sin convertir goles (y perdiéndolos, como atletas novatos) Tampoco en el segundo tiempo el equipo desplegó lo que se diría, postura de campeón, para evitar la psicosis de otra definición por penales. Argentina es, por séptima vez, un justo vice-campeón. Cuando Messi al fin salió a hablar, en un mini mensaje dirigido para todos los argentinos, disparó un misil, que merece varias lecturas. "Voy por la revancha en Rusia 2018" o "Ahora quiero ganarle a Brasil" en noviembre, por las eliminatorias... ¿Cómo hubiese sido la repercusión de estos dichos imaginarios? Es comprensible la bronca de un pueblo, que cotidianamente enfrenta situaciones dolorosas de verdad, mucho más que las presiones de futbolistas consagrados. Atletas y Pueblo, unidos por una misma camiseta y separados años luz, en todo. Desde otra visión, la supuesta renuncia de Messi a la selección, en un deporte viciado por intereses espúrios ¿No asoma como una posibilidad saludable? Un portazo de Messi significaría un posible Tsunami para los cofres de entidades poco transparentes como FIFA o la vergonzosa AFA. Por otro lado, con otras "renuncias obligadas" ¿No habría una renovación de talentos? Hablando de talentos ¿los hay? Argentina tendrá que aprender en breve a jugar sin el iluminado, que pudiera haberse decidido por defender España pero que eligió los colores de su patria; la misma que pateó, lejos, como su último toque con la celeste y blanca.     

16 de maio de 2015

Relato (de una realidad) salvaje

El bochornoso saludo de Orión
Éramos hinchas del fútbol. Nos sentíamos parte de la pasión. Hasta aprendimos los códigos y utilizamos un dicho deportivo memorable, eso de "se juega como se vive". Amábamos el color del club y de la selección nacional. Éramos espectadores de un juego vistoso y leal. Confiábamos en el jugador y en sus gestos humanos. Nuestros ídolos eran personas reales, nos firmaban autógrafos. Éramos protagonistas del folclore del tablón. Con el nene en brazos, amigos de turno, de la mano del abuelo. Bocinazos, papelitos al viento, el árbitro, la bronca, corridas, algún robo de banderas, fascinante ritual dominguero. Fanáticos de ley, nos quedábamos sin voz para alentar… Pero cuando la pelota se mancha solo queda el silencio. Los hinchas nos jugamos hasta la propia vida; la violencia en los estadios llevándose miles de inocentes, dejando en su lugar, olvido e injusticia.
El Boca-River del jueves 14/05 fue un "escrache" internacional, de lo que pasa en el país. El reflejo maldito de una realidad obscena que desde la política salpica al futbol, y viceversa. Desde hace años, sabemos sin saber, que las mafias del poder en la Argentina amasan un negocio lucrativo, controlando hasta nuestro derecho a la pasión.
Nos dejaron sin "potreros" para correr, sin clubes de barrio, sin formadores de talentos y con estructuras de inferiores en estado crítico, sin promesas, sin ejemplos.
Nos dejaron sin deporte y con los bolsillos vacíos, nos prohibieron los partidos de visitante. Ya no vamos más con el abuelo ni el nene en brazos. Tenemos miedo del policía, del grandote que nos humilla, de las armas blancas, del gas pimienta, del "trapito". 
Nos inculcaron que este juego es un drama, que un superclásico es una "guerra". Nos lavan el cerebro con el cuento de las "rivalidades". En esta sociedad donde el odio es cultura, nos cuesta discernir entre adversario y enemigo. Aquí nada se reconoce, no existen los pedidos de disculpas, ni las renuncias, no hay responsables, mucho menos presos.
Como diría el Maestro Neruda: "Si es una broma triste, decídanse, señores, a terminarla pronto, a hablar en serio ahora. Después el mar es duro. Y llueve sangre".

16 de agosto de 2014

Pelo amor de Deus

Torcedor ilustre (Foto: El Gráfico)
Após se livrar do rebaixamento e de uma crise institucional, San Lorenzo de Almagro se consagrou campeão argentino. Em janeiro de 2014 o plantel viajou ao Vaticano para oferecer a Taça a seu torcedor mais ilustre. Sete meses depois daquele encontro, o clube mais abençoado do mundo, de forma inédita, ergueu a Taça mais importante de América. 2014 tornou-se um ótimo ano para o futebol argentino, que após a conquista do vice-campeonato mundial no Brasil, retoma o protagonismo no historial da Taça Libertadores (lidera com 23 títulos) depois de quatro anos consecutivos em mãos de times brasileiros. Aliás, o Brasil disputou as últimas nove decisões do certâmen. Nesse ano, San Lorenzo eliminou três das seis equipes representantes do país (Botafogo, Grêmio e Cruzeiro) Curiosamente, o ultimo time grande argentino a ganhar a Taça, foi pioneiro nacional em joga-la. E também em converter o primeiro gol argentino na história da competição, contra Esporte Clube Bahia, em 1960, no estádio do seu arquirrival Huracán. O autor foi Coco Rossi (3-0), segundo informou o jornal La Nacion. San Lorenzo e Nacional de Paraguai jogaram um bom futebol. Eles não contam com jogadores badalados e chegaram à final com folhas salariais equivalentes a de times modestos do futebol brasileiro. Pela capacidade da nova condução, que soube abaixar as dívidas do clube, organizar um elenco jovem e voluntarioso, e aproveitando o marketing do "papado", aumentando consideravelmente seus sócios em todo o pais (além de novos admiradores no exterior), San Lorenzo é um justo campeão. Em Marrocos, haverá que imitar ao técnico Cuca: Ajoelhar-se e rezar.

15 de julho de 2014

Alemanha, o novo "país do futebol"?

Troca de mando.... (Folhapress)
Ratificou o favoritismo prévio e conquistou de forma merecida o Tetra Mundial. O país que revela jogadores para atuar na sua Liga, ganha títulos de clubes e de seleções femininas e masculinas (como resultado de um projeto iniciado há dez anos) marcou 18 gols e obteve o melhor ataque da Copa, além do melhor goleiro. Até Klose superou Ronaldo Fenômeno como maior goleador em Copas. Contra Argentina, a Alemanha só chegou ao gol na prorrogação graças a uma iluminação do talentoso Götse, de 22 anos, mesma idade de Neymar e James Rodriguez. Não teria sido injusto também se levava Argentina, se não for pelo suposto erro do arbitro e os dois gols perdidos. Porém, no balanço futebolístico, o "jogo bonito" dos germanos foi mais contundente. Eles conseguiram fazer sete gols ao Penta. A seleção do grande Alejandro Sabella chegou muito longe, o fixture e Messi ajudaram. Javier Mascherano foi O CARA. A defesa, uma muralha, como o goleiro Romero. Vice-campeão no Brasil é um premio maiúsculo e honroso. O craque que foi eleito o homem do jogo em quatro das sete partidas disputadas pela Argentina, decisivo sempre, e claro responsável pela chegada da seleção à decisão, recebeu o Balão de Ouro. Acabou Brasil 2014. Alemanha, primeira seleção europeia a consagrar-se em América, de continuar assim, rapidamente virará Penta e Hexa também.

10 de julho de 2014

Argentinazo

Argentina bate Holanda nas quartas. AP
Justo no dia 9 de julho, que se comemora a independência do país, Argentina se classifica para jogar uma final do mundo após 24 anos, contra a sempre favorita Alemanha, mesma adversária do ‘86 e ’90. O sonho do tri continua graças à belíssima atuação da defesa argentina contra Holanda (muito criticada na prévia da Copa) que, aos poucos foi consolidando-se. Dessa vez, os protagonistas não foram Messi nem os badalados atacantes, e sim, o contestado goleiro Romero nos pênaltis (espetacular! lembrou Goyco), a segurança da defesa e o grande Javier Mascherano, que parou Robben, um dos melhores jogadores da Copa. É para destacar o esforço e a coragem dos "sem imprensa": Garay, Rojo, Biglia, Zabaleta e Perez. Parabéns! Sendo mais visitante do que nunca, Argentina é finalista no Brasil, de forma invicta, da mão de Messi, de onze guerreiros, e de uma torcida invejável que dá show nos estádios. Uma conquista heroica, seja qual for o resultado no próximo domingo.

7 de julho de 2014

Costa Rica, campeã mundial do esforço

O colombiano declarado cidadão "tico". AP
Possível revelação da Copa? Nem pensar. Segundo os analistas, a Costa Rica era o "saco de pancadas" do Grupo da Morte, adversária de três seleções campeãs do mundo, fato inédito do Grupo "D" na história das Copas. Para os comentaristas, não tinha a menor chance até de vencer sequer um jogo. Nesse panorama, o país de apenas uns 4,8 milhões de habitantes e com técnico estrangeiro (o colombiano Jorge Pinto) foi a grande surpresa e saiu eliminada de maneira gigante do Mundial, pela primeira vez nas quartas de final, e sem perder nenhum jogo na competição. Derrubando todas as bolsas de apostas, ganhou de dois campeões mundiais e empatou contra Inglaterra. Como primeira colocada na fase inicial, jogadores com zero badalação lhe deram VIDA ao Grupo da Morte. Venceu Grécia e perdeu por pênaltis contra Holanda. Um time muito guerreiro, que também poderia considerar-se campeão da felicidade.

2 de julho de 2014

Messi Futebol Clube

Sem Messi, Argentina é um abismo.
O filme que já vimos. Argentina depende exclusivamente de uma genialidade de seu capitão. Contra a Suíça, novamente uma seleção morna, que precisou de um milagre (trave amiga) e mais um lance do mestre Lionel (sempre decisivo) para vencer uma partida sofrida e dramática. O goleiro Romero e o lateral Rojo ao fim calaram as críticas. A partir do segundo tempo a seleção argentina deu uma melhorada. Apareceram Mascherano e Di María. Higuaín continua sendo uma sombra em campo. Pela qualidade de jogadores que tem, Argentina continua devendo. A partir de agora é pedreira, e o tempo de jogar futebol é contra Bélgica. Caso não reverter a qualidade pobre do jogo, Sabella precisará de outra mão do Papa Francisco ou de vários Messis.

30 de junho de 2014

Argélia gigante

Argélia fez história no Beira Rio (Reuters)
Em um belíssimo jogo, a modesta Argélia encarou a poderosa Alemanha de igual para igual, e mais uma vez os goleiros foram protagonistas: Neuer desarmou quatro perigosos contra-ataques argelinos, enquanto Rais M’Bolhi foi considerado melhor em campo, ao igual que Ochoa do México, eliminado pela Holanda. O Tricampeão mundial empatou hoje sem gols contra uma seleção que participa pela primeira vez na fase eliminatória de uma Copa, e que jogou heroicamente. Alemanha desperdiçou alguns lances de gol e só conseguiu vencer na prorrogação. Sofreu muito. Assim como Brasil, Holanda e França. Será suor e lágrimas, até o fim da competição.

29 de junho de 2014

Robben, no contaron con tu astucia

Arjen Robben, decisivo.  Foto EFE 
México, de boa atuação no Mundial, eliminava à poderosa Holanda faltando uns oito minutos para o fim. Recuado, sofreu com a experiência de dos adversários decisivos: Primeiro foi o reconhecido Sneijder, depois o grande Robben, melhor jogador da Copa até hoje, protagonista de um pênalti duvidoso no finalzinho, mas vítima de outro que foi claro, não convalidado, no primeiro tempo. Holanda consegue vencer ao sensacional goleiro Ochoa e a uma seleção que caiu de pé. Percebeu-se que enquanto os mexicanos jogavam bola, os holandeses sofreram com o sufocante calor de Fortaleza. Holanda, três vezes vice-campeão mundial, avança e sonha.   

28 de junho de 2014

O craque moleque: James Rodriguez

Aos 22 anos, James dá show na Copa.
A seleção do competente treinador José Pekerman venceu seus quatro jogos da fase de grupos fazendo um total até o momento de onze gols, cinco deles conquistados pelo novo craque e artilheiro da Copa, também líder de assistências, o craque James Rodriguez, de apenas 22 anos. Aos 17, James tornou-se o estrangeiro mais jovem em disputar o Campeonato Argentino, jogando no time modesto de Banfield. Hoje, no 2-0 a Uruguai, ele produziu talvez o gol mais bonito do Mundial até agora. Mas é importante destacar que a Colômbia não depende só dele. A segurança do ótimo goleiro David Ospina, o capitão e ídolo Yepes, de 38 anos, a experiência de Pablo Armero, o talentoso Juan Cuadrado, o atacante Víctor Ibarbo, os defensores Zuñiga e Zapata, entre outros bons jogadores. A seleção colombiana se mostra confiante, entrosada, e com uma torcida numerosa no Brasil. Pela primeira vez, a Colômbia chega as quartas de final de um Mundial. Vence e convence, sem badalação nenhuma, e sem o genial Falcão Garcia em campo.

Chile épico

Travessão e milagre no Mineirão. Foto AP  
Um erro grave de arbitragem contra Croácia e dois gols mal anulados a favor de México, teriam colocado Brasil frente a temida Holanda nas oitavas. Mas o destino quis o Chile, que hoje fez uma partida histórica, empatando 1-1, com os dois gols chilenos. Nos acréscimos da prorrogação, a bola explodiu no travessão impedindo um inédito "Mineirazo". Nos anfitriões, foram destacados os mais contestados pela torcida: Hulk (fez um gol mal anulado) e Julio César (salvou do vexame em casa) que voltou à seleção brasileira somente pela confiança do técnico Felipão. Além de herói nos pênaltis, o goleiro fez uma grande defesa no segundo tempo. Merecida a revanche pessoal após a eliminação no Mundial passado. O Brasil ficou devendo futebol e sua maior estrela não apareceu (até foi absolvido pelo juiz do segundo cartão amarelo que o deixaria fora das quartas) Chile, de bela participação na primeira fase, hoje lutou, marcou, e deixa a Copa muito dignamente. O Penta ganhou dois jogos sem brilhar e empatou outros dois com sabor amargo.

20 de janeiro de 2014

No todo lo que brilla es ORO

Emoção e muita polémica na gala FIFA.
O eleito melhor do mundo pela FIFA fez algumas ótimas atuações e 69 gols em 2013. Uma bela marca, mas nada espetacular frente às conquistas do francês Franck Ribéry, indiscutido merecedor do prêmio, que saiu em terceiro. CR7 não faturou títulos no ano. Perdeu alguns contra Messi (eleito segundo) e comparando resultados de seleções, o argentino se deu melhor que o português. Em ato pouco habitual, a FIFA estendeu o prazo de votação, medida adotada justo após CR7 brilhar no jogo de repescagem, enquanto seu carrasco estava lesionado. "É hora de dar consolo a Cristiano" deram a entender os cartolas com essa decisão. Foi um bom momento para reparar a autoestima de um craque de caráter especial, Vice por quatro anos consecutivos. Acostumado a rejeitar as cerimônias da Bola de Oro FIFA por mal perdedor, CR7 tinha declarado que iria desistir novamente da sua participação em 2013. Porém, subitamente, ele mudou de ideia e postura. Passou de robô a humano, surpreendeu com lágrimas, mostrou filho, namorada e família. Foi uma gala de reparação (Pelé recebeu o mesmo troféu honorifico que Maradona em 1995) e bastante polémica também com o destaque do Neymar como 5to melhor, será? Então, em que posição ficam os craques de carreira brilhante que vem mostrando resultados faz tempo na elite do futebol? No meu ver os prêmios da "Melhor Jogadora" e do "Melhor Gol" foram os mais justos. Um paragrafo aparte merece Lionel Messi. Ele deu um voto em Neymar (a mídia brasileira e espanhola travam campanha para enfrenta-los) e fez questão de parabenizar a seu maior adversário futebolístico e comercial. Caráter de um jogador de outro planeta, hoje diferente de todos, nos gramados e na vestimenta, um Caballero Rojo, ao igual que o personagem de Titanes en el Ring: amável, cavalheiro, autentico e leal.

31 de julho de 2013

Deus é atleticano

Cuca rezando para SAO VICTOR.
A quarta Taça Libertadores consecutiva para o Brasil, não foi conquistada por um time poderoso da região Sudeste. No comando, longe de contar com um treinador de elite. Na realidade, Atlético Mineiro terá de agradecer para São Victor ou Nossa Senhora do Sufoco. Contra o Bayern de Guardiola, em Marrocos, o Galo precisara jogar mais bola e depender menos das ajoelhadas para o céu. Nesta participação dramática com final feliz, Atlético e Ronaldinho (acolhido pelo clube em seu pior momento) ganharam pela primeira vez o titulo mais importante da América, de virada e nos pênaltis. No momento em que São Paulo tomou um “chocolate” com belo futebol de quatro jogadores de seleção (Ronaldinho, Tardelli, Bernard e Jo) vislumbrou-se uma equipe difícil a ser batida. Mas, da esperança, foi quase para o abismo nas ultimas três rodadas. Atlético precisou do pé salvador do herói Victor (pênalti que pegou contra Tijuana) e de alguns outros milagres em campo: Contra Newell's desperdiçou dois pênaltis seguidos. Contra Olimpia, um zagueiro rival furou no lance do gol do Jo, e um atacante paraguaio escorregou ao errar um gol incrível. Alias, foram duas voltas por cima com gols agônicos nas partidas decisivas. As orações de Cuca e seus jogadores, e a Fe dos torcedores com o grito "Eu acredito!" foram parte da estratégia espiritual, curiosamente na chegada do Papa Francisco ao Brasil, que ate ganhou uma camisa do clube. Definitivamente um Galo competente, e especialmente, abençoado.

3 de julho de 2013

Copa das Transformações

FREDlipão, dupla com estrela.
Apresentado como "jogo do século" e "partida histórica", na realidade, o duelo Brasil-Espanha foi um espetáculo com menos brilho do previsto, de duas seleções irreconhecíveis: A Espanha se mostrou apática, abatida e renunciou jogar no inicio do segundo tempo. O Penta assumiu uma admirável mudança de postura, e curiosamente, igual que seu povo nas ruas, conseguiu realizar uma transformação no momento mais esperado. Hoje nasce um time. Encontrou-se um técnico ideal que montou uma seleção de respeito em seis meses, um artilheiro com estrela própria (após anos buscando um centroavante), um craque (Paulinho), um badalado que estava devendo, um goleiro titular, uma defesa aguerrida, algumas surpresas (Luiz Gustavo), uns ótimos reservas que também decidem (Jô, Bernard, Lucas) e também encontrou uma dose de autoestima, a traves do emotivo hino cantado a pulmão entre jogadores e povo à capela, motivado pelas surpreendentes e positivas manifestações populares acontecidas no país. Esta "Copa das Confraternizações" entre craques e torcida, também foi marcada pelos confrontos. "Queremos escolas e hospitais no padrão FIFA" diziam corretamente nos protestos, sabendo que apenas uma elite da população desfrutará da herança: estádios classe AAA com gramados ZZZ, superfaturados e futuros Elefantes Brancos. Tomara que o legado mais importante, a infraestrutura prometida nos 12 Estados sedes não fique engavetada.

27 de janeiro de 2013

"Garoto com o porte físico de Messi é rejeitado"

O italiano Giglio, técnico da base do AC Milan, no Río de Janeiro (Foto: D.G.)
Após a vergonhosa eliminação na primeira fase do Sul-americano Sub20 das duas escolas da região (Argentina faturou o terceiro fracasso consecutivo em Sul-americanos) a CBF acaba de nomear Bebeto para começar uma "limpeza" nas categorias de base do Brasil. Segundo o italiano Alessandro Giglio, atual técnico do Milan Sub14 e da escolinha Sub7 e Sub12 do clube, "DNA argentino e brasileiro é de craque, mas não existe formação na base. Tem pouquíssimo treinador de crianças que utiliza bons métodos de ensino físico e técnico. Na Europa precisamos habilitação da UEFA, aqui com diploma de Educação Física consegue treinar em clube. Meninos de sete anos fazem alongamento, uma loucura, se podem machucar, e para ganhar massa muscular os garotos gastam mais tempo em trabalhar com pesos que com a bola. Si continuar desse jeito, haverá menos craques" avalia o Preparador Físico de 32 anos, e ex-jogador revelado na base do Milan. Formado também em Economia, nascido em Milano (norte da Itália) e admirador de Maradona (ídolo no Sul), Alessandro visitou Brasil para ministrar aulas do Milan Junior Camp (colônia de férias oficial do AC Milan) em locais com participação de meninos de classe alta, onde não abundam promessas, mas sim possíveis adeptos à marca do time. "No interior do Rio e em Manaus tem um monte de meninos bons de bola que não são vistos, não há olheiros por lá. Quando me interessou uma promessa, havia sete empresários encima dele, e aí não dá" disse Alessandro a EL DIEGO, depois de recorrer nove países, dos quais, só no Holanda e Brasil, ele ficou de olho em três garotos. "De dos mil crianças que são chamadas para testes, muitas vezes nenhum consegue vaga no Milan" disse realista, e afirma que todos seus futebolistas mirins contam com empresários e "presentes" das marcas top de roupa esportiva. Que qualidade principal precisa ter um piccolo para passar um teste no futebol de hoje? Bom físico, ao menos que assome um extraterrestre. Caso do garoto de 14 anos chamado de "Messi marroquino" e disputado pelo Barcelona e o Real, mas comprado pelo Milan: "Mastour é craque, da categoria '98 e joga em '96 na equipe Sub16 dirigida pelo Pippo Inzagui". Alessandro reconhece que nas peneiras não se privilegia a habilidade: "O Milan quer físico. Um garoto com o porte físico do Messi é rejeitado. Mas agora estão pensando duas vezes em mandar embora um baixinho" conclui.

17 de dezembro de 2012

Um Bando de Guerreros

Foto: Fernando Roberto
O sul americano de jogadores pouco badalados venceu merecidamente ao gigante europeu, favorito ao título, lotado de galácticos, bancado por um bilionário e considerado 6º clube mais rico do mundo. Assim, a equipe de maior arrecadação do Continente Americano, interrompe um ciclo de cinco anos consecutivos de títulos europeus (hoje, Europa ficou só uma Taça acima de América) e Brasil se consagra recordista de títulos em Mundiais de Clubes. Em partida muito vibrante e equilibrada, Corinthians jogou de igual a igual, entrosado, com atitude e raça, abrindo espaços, pressionando, especialmente no segundo tempo. Contou com a “estrela” de um desconhecido internacional (Cassio) autor de quatro defesas memoráveis, duas delas milagrosas. Um goleiro anônimo levou o prêmio maior, comumente destinado aos extraterrestres midiáticos. O peruano Guerrero também jogou muito, além de marcar os dois gols do Timão no torneio. No segundo período, Danilo foi brilhante e Paulinho deu uma aula de movimentação, além da bela atuação de toda a zaga. As apostas do Tite acabaram dando certíssimo: Cassio no gol, Romarinho na Bombonera, Guerrero no ataque, Jorge Henrique na final e Alessandro com a faixa do capitão. Esta na hora de Tite merecer o comando da seleção brasileira. A torcida de quase 40 mil loucos no Japão é para um parágrafo aparte. Será que algum time levou tanta gente para um lugar tão longe? Para um lugar em que sul americano joga sempre de visitante. O Estádio Nacional Yokohama voltou a ser cenário histórico para o Brasil, que há uma década, comemorou o Penta no mesmo gramado. 

10 de dezembro de 2012

El Matador

Foto: EFE
 Após ultrapassar a marca de Pelé, Lionel quebrou um recorde à altura de seu reinado. Como maior artilheiro em uma só temporada (em jogos oficiais) deixou para trás ao mítico Gerd Müller, consagrado em 1972. Dando continuidade a uma carreira memorável, agora como protagonista de um fato histórico, que os maiores craques dos últimos quarenta anos não alcançaram conquistar. Em breve virá outro recorde: Messi será o primeiro jogador eleito Melhor do Mundo FIFA pela quarta vez consecutiva. Qual será a próxima marca do gênio?

25 de novembro de 2012

A CBF têm a grande chance de escolher ao melhor de todos ou a um líder brasileiro

O espanhol Guardiola, um vencedor (AP)
Demorou. Com a surpreendente e tardia demissão de Mano, a CBF entendeu que as duas taças dos Superclássicos das Américas ou "Superbásico dos Reservas" foram de mentirinha. Só valoradas pelo mundo fantástico inventado pelo Galvão Bueno e seu séquito. Como as autoridades não irão tolerar mais um "Maracanazo", além de torcida local insatisfeita, o escolhido às pressas pode ser um líder de peso e amigo do poder político: Felipão. E o atual desempregado e genial Guardiola? A CBF terá a grandeza e coragem de propor um estrangeiro para comandar a verde amarela no próprio Brasil? O nome sairá em janeiro à espera pelo resultado do Tite, que se ganhar o Mundial com Corinthians... Caso não vencer, Scolari é o cara. Alguém duvida? Ou será que a CBF agirá com coerência ao tentar recompor a relação quebrada entre povo e seleção com uma contratação espetacular, ousada e de impacto provavelmente único na Copa 2014?

21 de agosto de 2012

El Gran Simulador

Jornal inglês ironiza as simulações.
Esse blog destaca aos esportistas corajosos, que não desistem e viram exemplos. Aqueles que têm tropeços sim, mas não é calculado, e se cair, eles levantam rápido e vencem. Parabéns Sarah Menezes, Arthur Zanetti, Esquiva Falcão, Yane Marques, todos lutadores, aliás, foram eles que trouxeram as medalhas de Londres. Parabéns Sebastián Crismanich! único medalhista dourado argentino, e aos três anônimos maratonistas brasileiros, que pela primeira vez ficaram entre os treze primeiros. Um deles se emocionou frente às câmeras, falou dos sacrifícios e agradeceu seu povo. Um depoimento para alguns atletas aprender. Parabéns meninas do vôlei, pela atitude e a volta por cima, com a raça que o Brasil merece.
É só fazer um levantamento nas categorias de base para surpreender-se com a quantidade de promessas que imitam os cabelos e danças simpáticas do Neymar, mas infelizmente, eles também ensaiam a malandragem mais talentosa do ídolo: simulação é covardia. Justo no momento em que a base está em crise e o esporte precisa de ídolos verdadeiros, corajosos, não de choradeiras nem vantajosos. “Perder ou ganhar é do jogo, mas simular situações e levar vantagem é mau exemplo para o garoto que está vendo, para o meu filho. Tem de dar um chega” criticou o respeitado Tite, apoiado pelo jogador-escritor Paulo André, que exige punição ao craque.
O astro santista pode mostrar seu iate ou avião, aparecer 423 vezes em comerciais de tevé em um período de 13 dias, ser a estrela em campanhas de sete marcas diferentes, e até pode fracassar nas competições mais importantes: na final contra o Barcelona, na Copa América, nos três duelos pessoais com Messi e numa Olimpíada que, com todo o poderio verdeamarelo, era a mais fácil da história (sem seu carrasco Messi em campo, com Espanha e Uruguai eliminados, e contra um México sem sua estrela principal, Giovani dos Santos) Mas o que Neymar não pode é continuar na mesma. Ao contrario dos seus compatriotas citados, que tocam o céu com anonimato e salários magros.

5 de agosto de 2012

Sem medalha nem escola

Se despede após 16 anos de seleção e 5
olimpíadas disputadas. Valeu Formiga!
Há oito anos, o caminho pelo bom senso estava pronto para evoluir: a inédita medalha de Prata em Atenas, a aparição de uma canhota diferente a virar extraordinária, o desafio de alavancar uma atividade ignorada no país da bola, a oportunidade de investir em projetos sociais, criando categorias de base ou incentivando a prática em escolas públicas, etc. Alguém poderia imaginar quantas promessas em miniatura existem num país gigante em talento e paixão pelo esporte? Detalhe: a única jogadora que alcançou o topo não foi uma descoberta da CBF, ela saiu do Sertão para o mundo graças ao olho de um herói anônimo. O Brasil tinha tudo nas mãos (e nos pés) para começar a enriquecer a cultura do futebol feminino. Até um reconhecimento inesperado da torcida no Pan 2007, que prestigiou com histórica acolhida a seleção feminina em um Maracanã lotado. Cartazes pediam Marta na seleção de Dunga. As meninas cresciam no ranking global junto com a moça que chegou a ser eleita cinco vezes melhor do mundo. Mas, e em casa? Como estamos em casa? O tropeço sem medalhas na pior campanha da história olímpica dói muito pelo fato de não ser injusta. O Brasil caiu na real contra o Japão, país que não tinha tradição nesse esporte, mas que, com planejamento e lição de casa, soube evoluir: hoje é campeão do mundo e tem a melhor jogadora FIFA. Marta e Cristiane (que deixaram para trás a falta de incentivos, ao contrario das Formigas da vida) ficaram devendo em campo. Há um bom tempo que a camisa dez mostra um futebol apagado, vivendo uma fase que lembra ao do Ronaldinho Gaúcho dos últimos tempos da seleção masculina. É importante destacar a luta incansável dessa geração, especialmente da Formiga, Craque em maiúsculas. Fora dos gramados, aparece uma nova oportunidade de recomeçar tudo de zero visando 2016, mas se depender das autoridades dane-se o futebol das guerreiras.

5 de julho de 2012

Louco por Ti..te

Boca e Corinthians nasceram a mais de cem anos e suas torcidas praticam quase um culto religioso: fieis e populosas, de igual condição social, únicas também por contar com anti-torcida. Unidas por um ídolo (Carlitos) símbolo de raça e paixão. Iguais até no gramado (não em diplomas) com times equilibrados. O empate na Bombonera se deu graças à substituição do Tite e à estrela do reserva. A ousadia do Emerson acabou com as semelhanças, no Pacaembú.
Mantido no cargo milagrosamente após fracasso com o Tolima, o grande Tite mostrou que não precisa nem de imperadores nem de fenômenos. Mostrou a seu grupo que não existem capitães fixos. Peitou um jogador de peso (Chicão), tirou do time outro capitão, mudou de atacante, acreditou num goleiro desconhecido e num mocinho rejeitado pelo São Paulo e Palmeiras. Além de dar uma oportunidade ao zero badalado Paulinho, hoje figura e jogador de seleção. Na reta final, a sua equipe de guerreiros deixou no caminho, merecidamente, ao vice do mundo e ao hexa de América. O experiente Tite formou um grupo que entrou na história com a marca recorde de catorze partidas invictas.

10 de junho de 2012

Assim você me mata


Para Pelé, Neymar "é melhor e mais completo" que Messi. 
Até que em fim! Brasil e Argentina foram protagonistas de um jogo vibrante: sete gols e muitas finalizações de qualidade. O Penta fez uma boa partida, só que do outro lado brilhou o melhor do mundo. Carrasco do Brasil, Messi não para de crescer jogando na seleção. No duelo individual que a imprensa local criou e insiste em sustentar, Neymar passou em branco mais uma vez: nos três jogos que os craques se enfrentaram (final de clubes e seleção) Messi decidiu em todos e marcou seis golaços. Um show incomparável.

25 de maio de 2012

Menino da Vila Luro

O jovem anônimo da equipe de
Villa Luro anulou Neymar
Belíssima atuação de Boca Juniors e Velez em quartos da Taça Libertadores. Especialmente Velez, que, jogando em casa, foi muito superior ao Campeão de América. Na Vila Belmiro, não se amedrontou: quase fez golaço de meio campo e aguentou mais de cinquenta minutos com dez jogadores. Aliás, o desconhecido Gino Peruzzi Lucchetti (cordobés de 19 anos com poucos jogos na serie A) anulou ao badalado Neymar com uma marcação impecável nos 180 minutos disputados.

20 de maio de 2012

O ano do elefante

Drogba, o garoto de Marfim (AP)
O protagonista da decisão da elite do futebol tem 34 anos e uma bela trajetória de superações. Após eliminar ao Barcelona, o ídolo na terra dos elefantes fez o gol agónico que levou na prorrogação, e outro decisivo nos pênaltis (com frieza invejável) que deu ao Chelsea a primeira Taça Champions League. Até cometeu um pênalti no sacrifício de ajudar na marcação, que o Bayern desperdiçou. Criador de uma Fundação que leva seu nome, Didier Drogba, organizou um jogo pela paz onde conseguiu acabar com a guerra civil de seu país. Além disso, ela vai construir um hospital na Costa do Marfim para cuidar da saúde da população africana.

20 de março de 2012

O Artista

Enquanto grande parte do jornalismo esportivo local ainda tem a imensa cara de pau de comparar o craque Neymar com Lionel Messi (mais uma polémica inventada para dar Ibope)  o rosarino de 24 anos não para de surpreender. Hoje se consagrou maior artilheiro da fantástica história do Barcelona, superando em gols a ícones como Maradona, Ronaldinho, Romário, Ronaldo, Cruyff, Laudrup, Lineker e Eto’o, que alguma vez vestiram a camisa do Barça. Messi deu mais um belíssimo presente ao povo catalão e ao clube que o formou como profissional e cidadão. Como argentino e fã do futebol, sinto orgulho e admiração.

25 de fevereiro de 2012

Sinto um grande orgulho pela repercussão na mídia nacional e internacional de meu livro que, por impedimento, teve apenas 200 exemplares, além de ter sido escrito por autor sem renome nem padrinhos.
Em breve o Yomiuri Shimbun (anunciado como o jornal com a maior circulação do mundo) publicará mais um comentário sobre a obra inédita "Você é mulher, Marta!".
Tomara que algum dia a doisriachense Marta Vieira da Silva tenha a sensibilidade de reconhecer o trabalho que, iniciado lá em 2004, registra o capítulo mais rico de uma personagem sem igual na história do futebol mundial.

12 de janeiro de 2012

Um rei como poucos

 Messi e Sawa, dois exemplos do futebol
Messi não tem carisma nem arruma polêmicas, não é modelo e nem parece estar muito preocupado com seu visual. Antonella, a namorada de seu Rosário natal, esta bem longe de ser Maria Chuteira. Em campo, ele não simula nem protesta, aguenta pancadas e seus colegas o abraçam com carinho ao fazer um gol. O craque mais jovem em ganhar a Bola de Ouro da FIFA pela terceira vez consecutiva também é exemplo de humildade. A Bola de Prata ficou para Cristiano Ronaldo, propositalmente ausente no momento de receber um troféu que na realidade mereceu ganhar Xavi.
Entre as mulheres, a craque japonesa Homare Sawa venceu merecidamente. Para o futebol feminino brasileiro, o ano 2012 começou com uma queda da seleção no ranking da FIFA. Nenhuma compatriota de Marta foi escolhida entre as dez primeiras do mundo e as Sereias da Vila foram convidadas a procurar por novos desafios. O longo reinado de Marta começa a diluir-se sem ela ter conquistado o sonho de uma Copa do Mundo.

18 de dezembro de 2011

O REI

Curiosamente o sucessor de Maradona humilhou ao Santos de Pelé, com gols, futebol bonito, e um placar inédito para uma final de Mundial de Clubes. “O Barça nós deu uma aula” reconheceu o craque do país Penta. Neymar, que foi uma sombra em campo, despede o 2011 longe de jogar na Europa, mas ele leva um presentinho da FIFA. Só para os olhos de algum chefão, ele mereceu o prêmio de terceiro melhor jogador do certâmen, antes de grandes estrelas como Puyol, Iniesta, Dani Alves, etc, que brilharam de verdade.
E Pelé? Que falou, “Neymar é muito melhor e mais completo do que Messi”, mais uma vez, carimbou a frase do filósofo Romário: “Calado é um poeta!”.

4 de dezembro de 2011

Louco por ti, Doutor!


1981. Sócrates no Timão (Folhapress)
 Corinthians conclui o ano como legítimo Penta do Brasileirão após ter sofrido o maior vexame de um clube brasileiro na Libertadores. A única equipe paulista que ficou entre os cinco primeiros do Brasileirão (esteve sempre na zona de classificação à Taça Libertadores 2012) conquistou o título com um time fraco e um treinador que pela primeira vez ganha essa competição. Trunfo que serve de homenagem ao querido Doutor Sócrates, ídolo do clube e de todo Brasil, falecido horas antes da comemoração.

15 de novembro de 2011

O compromisso do melhor do mundo

Os gênios aparecem nas difíceis
Com a autoestima enfraquecida após os tropeços contra Venezuela e Bolívia, com um Messi pressionado pelas fortes críticas, e jogando na casa da difícil Colômbia (38 graus de calor e 50 mil colombianos no estádio) Argentina obteve uma grande vitória, de virada. No segundo tempo apareceu o capitão com seu gol, com uma assistência no gol decisivo, e graças a seu futebol rebelde e contagiante (e seu sócio Aguero) a seleção mostrou outra atitude. Infelizmente nenhum canal esportivo do pais sede da Copa 2014 transmitiu os jogos da ultima rodada do ano das eliminatórias sul americanas. Uma pena, o Brasil perdeu um belo espetáculo.

5 de novembro de 2011

O drible mais bonito de Neymar

 
Belo reconhecimento para Neymar
Aos 19 anos, o súper badalado Neymar conquistou o seu maior prêmio individual ao ser escolhido pela FIFA entre os 23 melhores do mundo. Noticia surpreendente que deveria encher de orgulho ao Brasil, em um tempo de carencia de ídolos. Com esse reconhecimento inédito para um jogador que atua em América do Sul, o jovem santista ficará mais perto de fazer um estagio sonhado, nada menos, junto às megas estrelas. Ele soube carregar ao Santos nas suas costas (como Abreu faz hoje em Botafogo, Conca fez no Fluminense, Tevez no Corinthians, etc) Melhor do mundo? Se vestindo a camisa do Real Madri ele continuar pelo caminho que esta seguindo, “um dia, talvez, se não parar de sorrir” escreveu o jornalista Vitor Birner no jornal Lance! do 5 de novembro. Por enquanto, parabéns ao Neymar pelo feito inédito de estar entre os 23 melhores do mundo.

25 de outubro de 2011

A Mão de Deus

Jogaço no handball 
A decimo quinta medalha de ouro conquistada pela Argentina no Pan, foi histórica e mágica. Após vencer Chile 26-25, os guerreiros do handball ganharam 26-23 na desição com Brasil, que ia caminho ao Tri, e levaram a vaga para Londres 2012. Pela primeira vez a seleção argentina competirá em uma Olimpíada. Orgulho no peito de atletas anônimos que competem praticamente sem incentivos (e conseguem superarse) em modalidades pouco badaladas. Até hoje foram dez Ouros ganhados só nos esportes aquáticos. Em três dias, o Remo ganhou cinco deles. Curiosamente "remar" em espanhol é sinónimo de "batalhar".

12 de outubro de 2011

El otro Diego

Forlán fez história. Suarez pode encostar nele 
O campeão da Copa América 2011 é lider das eliminatorias. O grande Diego Forlán, artilheiro e melhor jogador do ultimo mundial, se converteu hoje no maior artilheiro da história da seleção uruguaia (32 gols) e no jogador que mais vezes vestiu a camisa celeste (84 jogos) Venezuela-Argentina? Vitória histórica dos locais, após bela atuação na Copa América. No país da Copa, o jogo não foi transmitido. As emissoras brasileiras deixaram na mão milhões de apaixonados que queriam assistir a Lionel Messi e companhia.

29 de setembro de 2011

Superbásico das Américas

Festejo merecido para Brasil (Mowa Press)
O chamado Superclássico das Américas, disputado entre um time B e outro com nomes relevantes, foi para o anfitrião da Copa 2014, que viveu uma festa de estádio lotado, com hino emotivo cantado pela grande torcida de Belém. O balanço em campo nos dois jogos? Poucas finalizações claras de gol. Como destaque, a lambreta de Damião, lampejos de Neymar, além das boas estreias de Montillo e dos brasileiros Cortês e Jefferson. A primeira conquista da era Mano Menezes contra um rival... de peso?.

11 de setembro de 2011

Magnano, el gran hermano


Argentina campeão frente a um digníssimo Brasil  
O técnico argentino Rubén Magnano (campeão olímpico e vice-campeão do mundo com a seleção argentina de basquete) agora no comando da seleção brasileira, conquistou na raça uma vaga olímpica histórica para o Brasil após 16 anos. O cordobés conseguiu mexer num elenco limitado tecnicamente e sem seus principais astros da NBA. “O Magnano merece uma estátua” disse Oscar Schmidt, ídolo do basquete brasileiro.

22 de agosto de 2011

Singela homenagem ao Turco Sued


Entrevistei Sued na Revista Racing (1991)
Ontem, no dia em que Racing ganhou de Banfield 1-0 (mesmo resultado da famosa final de 1951 em que Racing conquistou o Tricampeonato com gol do atómico Boyé) faleceu aos 88 anos o mestre Ezra “Turco” Sued, figura do Tri em '49, '50 e '51. Canhoto, grande driblador e míope (segundo ele, os últimos cinco anos da sua carreira jogou com lentes de contato) foi um símbolo de amor à camisa do Racing numa equipe que fez história: Salvini/Boyé, Mendez, Bravo, Simes e Sued. Entrevistei Sued (homem de caráter) para a Revista Racing em março de 1991, na primeira de uma série de matérias que homenageavam glórias do clube.

31 de julho de 2011

El Diego na allTV

El Diego nos estudios de allTV junto aos apresentadores.
Agradeço aos jornalistas Matheus Trunk e Sergio Oliveira que me convidaram para participar hoje do belo programa Futebol Alternativo, transmitido ao vivo na allTV (www.alltv.com.br -Domingos a partir das 14 hs)

25 de julho de 2011

O maior da América

Suarez festeja um título justo (AFP) 
Um país com três milhões de habitantes conquistou duas taças mundiais (a primeira  e uma outra histórica) e quinze Copas América (líder em títulos superando Argentina)
Têm mais: Peñarol foi vice da Libertadores e a seleção Sub 17 jogou uma final inédita. 
Após uma digna quarta colocação no mundial 2010 (o melhor sul americano) que teve o melhor jogador do certâmen (Forlán) e o grande herói (a mão de Luis Suarez contra Ghana) hoje se consagrou com esses dois craques sendo protagonistas. Aliás, mesma base de jogadores guerreiros e mesmo treinador, que trabalha há cinco anos em um grupo visívelmente unido. Uruguai ganhou na raça aos anfitriões, mesmo com um Messi iluminado.
Outro uruguaio de destaque foi Sergio Markarián, treinador que levou Peru à terceira posição, graças ao artilheiro da competição Paolo Guerrero, único jogador de ataque do time. Sem esquecer-se da Venezuela, que fez uma bela atuação na Copa América 2011.

20 de julho de 2011

Na raça

Sawa foi o destaque do Mundial.
Após 25 jogos sem vitórias frente aos Estados Unidos, as desacreditadas japonesas deram o troco nas primeiras do ranking, justo na final do mundial feminino. Japão foi campeã pela primeira vez eliminando também outras duas potencias do futebol feminino: Suécia e Alemanha. A capitã Homare Sawa, aos 32 anos e na sua quinta Copa do Mundo, ganhou a Chuteira de Ouro Adidas (artilheira) e a Bola de Ouro como melhor jogadora da competição.

11 de julho de 2011

Nem Prinz nem Marta, Maruyama e Solo

Japão fez história (Getty Images)
Em uma partida de péssima arbitragem (mais uma nesse Mundial) as bicampeãs do mundo ganharam do Brasil, e coincidentemente a história se repete: como ocorreu  na final olímpica de Atenas 2004, de novo com uma cabeçada milagrosa de Abby Wambach.
Na época, as brasileiras conquistaram uma medalha de prata histórica ao cair contra o poderoso time liderado por Mia Hamm, com uma atuação brilhante de Marta e do Brasil. Desta vez nem tanto. As americanas se mostraram preparadas, objetivas e sérias, com a goleira Hope Solo como grande figura. A diferença de infraestrutura entre as duas seleções continua sendo evidente, até na preparação física das jogadoras. No balanço geral da competição, o Brasil ficou devendo mais futebol. Claro que a maioria das brasileiras joga sem incentivos e são verdadeiras guerreiras, numa atividade ignorada na América Latina. “Reconheço o privilégio que tive de ter sido criada numa sociedade onde as mulheres atletas são respeitadas” disse Mia Hamm, a então mais famosa jogadora do planeta, em depoimento ao livro Você é mulher, Marta!. A grande surpresa foi o Japão, que há quatro meses sofreu um Tsunami devastador. A pouco badalada Karina Maruyama saiu do banco de reservas para eliminar, com seu gol, às bicampeãs e favoritas que tinham um invicto de doze anos.

2 de julho de 2011

O genro de Maradona salva o pescoço de Batista

Foto: AFP
O melhor da estréia da seleção argentina foi ter apreciado o moderno Estádio Ciudad de La Plata. O futebol? Só um belo gol de Agüero para salvar do vexame.
Cinco jogadores na defesa e nenhum armador criativo que poupe Lionel Messi de recuar demais para buscar a bola. O mais capacitado para isso (Javier Pastore) ficou na reserva. Após sofrer um gol estilo “cassetadas do Faustão”, e ainda sem reação, o boliviano Moreno quase matou o jogo. O sucesso da Argentina depende de Messi (de ótimo primeiro tempo). A Bolivia esta de parabéns pela sua personalidade e o resultado obtido.

27 de junho de 2011

A catástrofe do futebol argentino derruba ao clube modelo

O goleiro Olave, herói dos cordobeses 
O “milionário” afundou e os outros “grandes” continuam no buraco financeiro e bem longe de atuar na Libertadores. As seleções de base deixaram para tras promessas e títulos, enquanto a seleção maior é uma repetição de fracassos. Nesta Copa América, Uruguai e Brasil tem condições para fazer acontecer um Monumentalazo.

23 de junho de 2011

A promessa do Brasil conquista um continente esvaziado de talentos

Santos foi um justo vencedor (foto AP)
Em tempos de crise de surgimento de ídolos, os especialistas são categóricos: “melhor do mundo”, “melhor que Messi”, “o novo Pelé” ou como postou no Twitter o sempre ridículo apresentador da Globo Esporte: “Neymar é melhor que Maradona”. Muito bem, se o tema é mesmo falar qualquer coisa sem sustento, podemos também asseverar que o vinho chinês é bem melhor do que o francês, o chocolate belga perde de longe em qualidade para o local, e a Patagônia é um paraíso tropical.

18 de junho de 2011

Quando eu estou aqui, eu vivo esse momento lindo...

Junho 2011. El Diego junto à familia de Marta em Dois Riachos (AL) 
El Diego viajou a convite da televisão alemã 
Dois Riachos, Alagoas.
14-06-2011, 7:15 hs. 
El Diego organiza a fotografia exclusiva, juntando à família de Marta no lugar onde tudo começou: Na Rua Júlio Firmino e na altura do numero 284.
A família toda, além de primos e sobrinhos, acomoda-se na Van que os levará ao Aeroporto de Maceió com destino a Recife (ao encontro com a melhor do mundo) El Diego vai junto, de carona, numa viagem ao som do Forró. Agradeço aos Doisriachenses que ainda lembram os bons momentos compartilhados no Natal de 2004. Aos que agradecem o livro e me dão esperanças para que finalmente seja liberado para  a publicação. Um carinho especial ao Dieguito de Dois Riachos e a todas as pessoas simples e muito humanas que vão se juntando na casa da querida família de Roberto para darme um abraço.
Segue link bela reportagem da Rede ZDF, TV da Alemanha: http://frauenfussball.zdf.de/ZDFsport/inhalt/23/0,5676,8244279,00.html
    

28 de maio de 2011

World Literature Today e Revista ESPN

Agradeço aos editores de duas prestigiosas publicações: A World Literature Today, especialmente ao jornalista John Turnbull, quem assinou um artigo relacionado com a mulher no esporte. Na edição de Maio-Junho, ele fez um comentário sobre o meu livro. 
À equipe da Revista ESPN, que me convidou para escrever a matéria de capa da edição de junho.

18 de maio de 2011

Para el pueblo lo que es del pueblo

Foto: AFP
Enquanto Carlitos Tevez vai somando gols, conquistas, prêmios e é elogiado por José Mourinho, aliás, como possível reforço do Real Madri, o treinador da seleção argentina, Sergio Batista, disse que "Tevez não esta nas minhas prioridades" para a Copa América.
Batista acredita ter motivos táticos suficientes  para não escalar o Apache na competição. Mas eles não convencem. 
Ao ser consultado sobre os dois golaços que Tevez fez ao Stoke City, Batista se desentendeu: "Não vi esse jogo, estava ocupado com outras coisas". Também ficou "ocupado" na sua recente visita ao Manchester, lá não teve uma conversa pessoal com Carlitos Tevez, e sim com os outros jogadores que atuam no exterior.
Craque de estilo guerreiro e patriota como poucos, que conquistou as torcidas na base do sacrifício, e que se deu muito bem no Brasil e na Inglaterra, o Tevez, atual artilheiro da Premier League, não merece um lugar nessa seleção? Nem sequer no banco de reservas? Nem jogando uma Copa em casa, lar estimulante para o chamado jogador do povo?.

17 de abril de 2011

Racing e Malbec, duas grandes paixões

Vinho Malbec La Academia
Ontem "La Academia" Racing Club ganhou de 2-0 o clássico argentino frente a seu arqui-rival Independiente. A sua fiel torcida, mais conhecida como "La Guardia Imperial", brindou mais uma vez uma recepção espetacular ao time (infelizmente não foi televisada no Brasil)
Hoje se comemora pela primeira vez na história o Dia Mundial do Malbec, uva emblemática da Argentina, originaria do Sudoeste da França há uns dos mil anos.

14 de março de 2011

Novela das Dez

O maltrato começa com uma longa e demorada fila para obter um ingresso caro, que não é coisa para torcedores que recebem um salário mínimo.
Após uma jornada de trabalho, o torcedor que dribla o trânsito na chegada ao estádio, fica exposto a qualquer ato de violência (carrega filhos e mulher), chega ao palco do espetáculo cansado e ainda tem de aguentar banheiros que sequer possuem higienização adequada.
Depois do jogo, o relógio marca quase meia noite de uma quarta-feira. “Será que tem ônibus lá fora?”. “Será que conseguirei acordar às cinco horas para ralar o dia todo?”. “Papai, amanhã tenho escola!”.
Outros torcedores (os privilegiados) pagam um bom dinheiro para ficar assistindo em casa, mas eles também acordam cedo, afinal todos os mortais têm obrigações e contas a pagar.
Enquanto isso, na briga pelos direitos televisivos dos próximos Campeonatos Brasileiros, a Rede Globo publicou uma nota onde começa dizendo: “Em respeito ao torcedor”. E a finaliza assim: “a parte mais importante do Projeto Futebol: o torcedor brasileiro”. Dá para acreditar?
No final, a novela que se inicia a qualquer hora, será sempre “das oito”, e o futebol respeitoso... vai saber.

11 de março de 2011

Do Samba ao Tango

Foto: DG, Mar del Plata, janeiro 2011
O Carnaval do Rio e São Paulo consagrou ícones da música brasileira (Roberto Carlos e João Carlos Martins)
Passada a apoteose da Marquês de Sapucaí e do Sambódromo, não poderíamos deixar de lembrar e homenagear ao maestro Astor Piazzolla. Hoje (11 de março) cumprem-se noventa anos do seu nascimento.  Bandoneonísta, pianista, diretor, compositor, o autor do clássico Adiós Nonino é uma referencia do Tango no mundo. Aliás, torcedor do Racing Club (como seu grande colega Carlos Gardel) Na foto, a placa no lugar exato onde nasceu o artista: Rua Rivadavia 2527, na belíssima cidade de Mar del Plata, na Argentina.

7 de fevereiro de 2011

O Útimo Tango em Perú

Foto: Olé
Argentina ganhou com justiça e acabou com a invencibilidade do Brasil, que na teoria possui uma equipe superior. Claro que a expulsão merecida, o gol que tomou, e a saída do capitão por lesão, tudo isso no início do jogo, desestabilizaram o aspecto emocional dos brasileiros. O árbitro foi bem, em um jogo difícil. O argentino Juan Iturbe fez um bonito gol e mostrou que é um jogador diferenciado. O craque Neymar poderia haver sido expulso, pelo fato de provocar, simular e jogar-se em reiteradas ocasiões. Para piorar, ele declarou após jogo: “É tudo contra o Neymar!”.