São Paulo, Brazil
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11 de julho de 2011

Nem Prinz nem Marta, Maruyama e Solo

Japão fez história (Getty Images)
Em uma partida de péssima arbitragem (mais uma nesse Mundial) as bicampeãs do mundo ganharam do Brasil, e coincidentemente a história se repete: como ocorreu  na final olímpica de Atenas 2004, de novo com uma cabeçada milagrosa de Abby Wambach.
Na época, as brasileiras conquistaram uma medalha de prata histórica ao cair contra o poderoso time liderado por Mia Hamm, com uma atuação brilhante de Marta e do Brasil. Desta vez nem tanto. As americanas se mostraram preparadas, objetivas e sérias, com a goleira Hope Solo como grande figura. A diferença de infraestrutura entre as duas seleções continua sendo evidente, até na preparação física das jogadoras. No balanço geral da competição, o Brasil ficou devendo mais futebol. Claro que a maioria das brasileiras joga sem incentivos e são verdadeiras guerreiras, numa atividade ignorada na América Latina. “Reconheço o privilégio que tive de ter sido criada numa sociedade onde as mulheres atletas são respeitadas” disse Mia Hamm, a então mais famosa jogadora do planeta, em depoimento ao livro Você é mulher, Marta!. A grande surpresa foi o Japão, que há quatro meses sofreu um Tsunami devastador. A pouco badalada Karina Maruyama saiu do banco de reservas para eliminar, com seu gol, às bicampeãs e favoritas que tinham um invicto de doze anos.

Um comentário:

  1. Pois é Diego,
    ficou mesmo evidente que o Brasil é uma seleção refém de lampejos da Marta, que mesmo não tendo atuações brilhantes, desequilibra em alguns lances. É muito amadorismo para ser superado. A Rosana era lateral esquerda virou atacante, a Érica era atacante virou zagueira, a Maurine era lateral direita virou esquerda, a Fabiana era meio-campista ou atacante virou lateral direita. Assim fica difícil calar a boca dos corneteiros de plantão que ficam esperando pela derrota pra dizer que já sabiam que elas iam amarelar no final.
    Nós como entusiastas continuamos com esperanças de que um dia as coisas podem melhorar, será?
    Abraço, Osmar.

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