São Paulo, Brazil
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5 de julho de 2012

Louco por Ti..te

Boca e Corinthians nasceram a mais de cem anos e suas torcidas praticam quase um culto religioso: fieis e populosas, de igual condição social, únicas também por contar com anti-torcida. Unidas por um ídolo (Carlitos) símbolo de raça e paixão. Iguais até no gramado (não em diplomas) com times equilibrados. O empate na Bombonera se deu graças à substituição do Tite e à estrela do reserva. A ousadia do Emerson acabou com as semelhanças, no Pacaembú.
Mantido no cargo milagrosamente após fracasso com o Tolima, o grande Tite mostrou que não precisa nem de imperadores nem de fenômenos. Mostrou a seu grupo que não existem capitães fixos. Peitou um jogador de peso (Chicão), tirou do time outro capitão, mudou de atacante, acreditou num goleiro desconhecido e num mocinho rejeitado pelo São Paulo e Palmeiras. Além de dar uma oportunidade ao zero badalado Paulinho, hoje figura e jogador de seleção. Na reta final, a sua equipe de guerreiros deixou no caminho, merecidamente, ao vice do mundo e ao hexa de América. O experiente Tite formou um grupo que entrou na história com a marca recorde de catorze partidas invictas.