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3 de julho de 2013

Copa das Transformações

FREDlipão, dupla com estrela.
Apresentado como "jogo do século" e "partida histórica", na realidade, o duelo Brasil-Espanha foi um espetáculo com menos brilho do previsto, de duas seleções irreconhecíveis: A Espanha se mostrou apática, abatida e renunciou jogar no inicio do segundo tempo. O Penta assumiu uma admirável mudança de postura, e curiosamente, igual que seu povo nas ruas, conseguiu realizar uma transformação no momento mais esperado. Hoje nasce um time. Encontrou-se um técnico ideal que montou uma seleção de respeito em seis meses, um artilheiro com estrela própria (após anos buscando um centroavante), um craque (Paulinho), um badalado que estava devendo, um goleiro titular, uma defesa aguerrida, algumas surpresas (Luiz Gustavo), uns ótimos reservas que também decidem (Jô, Bernard, Lucas) e também encontrou uma dose de autoestima, a traves do emotivo hino cantado a pulmão entre jogadores e povo à capela, motivado pelas surpreendentes e positivas manifestações populares acontecidas no país. Esta "Copa das Confraternizações" entre craques e torcida, também foi marcada pelos confrontos. "Queremos escolas e hospitais no padrão FIFA" diziam corretamente nos protestos, sabendo que apenas uma elite da população desfrutará da herança: estádios classe AAA com gramados ZZZ, superfaturados e futuros Elefantes Brancos. Tomara que o legado mais importante, a infraestrutura prometida nos 12 Estados sedes não fique engavetada.

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